Quanta beleza há em um homem em silêncio.
Ainda que seja apenas falta do que dizer, reflexo do vazio ou impossibilidade de expressão, a quietude concede ao seu portador certa aura de mistério e tranquilidade. No mínimo, oferece o benefício da dúvida.
Já o homem tagarela, boquirroto e falastrão raramente preserva algum encanto. Quem fala demais quase sempre escuta pouco — e quem não sabe ouvir dificilmente alcança beleza.
É verdade: muita gente enxerga beleza onde não há e despreza o que é realmente belo. Mas este não é um problema do belo, cuja maior virtude talvez seja a de não depender de validação.
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